16 de julho de 2024
CeramicSpeed
Foto: Divulgação / Wilier

Carenagem aerodinâmica para câmbio causa polêmica no Giro d’Italia

Acessório utilizado pela Astana em provas de contrarrelógio reduz a resistência do ar, funcionando como carenagem. Para UCI, não há irregularidade, já que o componente faz parte estrutural do câmbio

Entre as novidades tecnológicas vistas na última edição do Giro d’Italia, uma tem chamado a atenção em particular. Trata-se de um novo tipo de cage de câmbio, cuja estrutura funciona como carenagem aerodinâmica.

Desenvolvida pela empresa dinamarquesa CeramicSpeed em parceira com a Drag2zero, o novo componente foi visto sendo utilizado pela equipe de ciclismo Astana em suas bicicletas Wilier de contrarrelógio, causando polêmica sobre a legalidade de sua utilização, já que pelas normas da União Ciclística Internacional (UCI), é vedado o uso de qualquer componente na bicicleta que tenha como objetivo reduzir a resistência aerodinâmica.

CeramicSpeed
Foto: Divulgação / Wilier

Antes que a polêmica alcançasse proporções maiores, a UCI se pronunciou rapidamente sobre o assunto, explicando que neste caso, o acessório faz parte estrutural do cage do câmbio, não caracterizando portanto uma mera carenagem e, sendo assim, não há contravenção em seu uso.

Tecnologia OSPW – De acordo com a CeramicSpeed, o novo cage aerodinâmico — ainda sem nome comercial definido — é uma evolução dos cages com tecnologia Oversized Pulley Wheel System (OSPW), que utiliza um conjunto de polias ou roldanas superdimensionadas, com rolamentos internos de cerâmica. Líder mundial neste tecnologia, a CeramicSpeed alega que a utilização deste tipo de cage — compatível com transmissões Shimano e SRAM, proporciona uma economia de potência de até 2,4 watts, valor que embora pareça modesto, pode fazer uma enorme diferença no ciclismo de alta performance, principalmente em provas de contrarrelógio.

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