4 de março de 2024
Espinafre

Derivado do espinafre entra na lista negra de agência mundial antidoping

Organização independente de controle antidoping WADA aceita recomendação de estudos e inclui a ecdisterona, substância encontrada no conhecido vegetal, na lista de substâncias a serem vigiadas em 2020

A Agência Mundial Antidoping WADA (World Anti-Doping Agency, em inglês) anunciou que com base em um estudo conduzido por cientistas da Universidade Livre de Berlim irá incluir a ecdisterona – substância química presente no espinafre – na lista de substâncias a vigiar em 2020. Caso seja comprovado seu “uso indevido”, a substância passará a ser proibida a partir de 1 de janeiro de 2021.

De acordo com a pesquisa, realizada pelo Instituto de Farmácia da universidade alemã, o uso da ecdisterona, quando ingerida em grandes quantidades, pode melhorar substancialmente o desempenho do atleta, caracterizando sua utilização como doping esportivo.

Para chegar a esta conclusão, pesquisadores monitoraram 46 atletas durante 10 semanas, concluindo que a substância afetou o desempenho físico para melhor. Como comparativo, alguns dos participantes receberam placebos, enquanto outros ingeriram cápsulas de ecdisterona com o equivalente a quatro quilos de espinafres crus por dia.

Durante os testes, a força física dos atletas que receberam o suplemento aumentou três vezes mais que a dos colegas que ingeriram o placebo. O grupo que recebeu ecdisterona passou a levantar 9,5 quilogramas mais peso do que no início dos testes, enquanto os atletas que tomaram placebo só progrediram 3,3 quilogramas, no mesmo exercício.

“Nossa expectativa era de que veríamos um aumento no desempenho, mas não esperávamos que a diferença fosse tão grande”, disse Maria Parr, do Instituto de Farmácia da Universidade Livre de Berlim.

“Devido a isto, recomendamos à Wada em nosso relatório, que a substância seja adicionada à lista de doping da organização, pois se ela aumenta o desempenho, essa vantagem injusta deve ser eliminada”, conclui a pesquisadora.

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