26 de fevereiro de 2024
Raíza Goulão - Foto: Divulgação

Raiza Goulão garante seu segundo título do ano e sobe para a 8ª posição do ranking UCI

Brasileira vence a Mediterranean Epic três semanas após conquistar a Costa Blanca Bike Race na Espanha

A brasileira Raiza Goulão venceu ontem (11) a Mediterranean Epic, maratona individual de MTB composta por quatro estágios, realizada nas cidades espanholas de Orpesa em Castellón. Esta é a segunda vitória da ciclista de Pirenópolis (GO) em menos de três semanas, quando Raiza venceu a maratona de duplas Costa Blanca Bike Race. Com a soma dos resultados, Raíza passa da 9ª para a 8ª colocação no ranking mundial de MTB da União Ciclística Internacional (UCI) 

Na primeira etapa da prova, a atleta da equipe espanhola Primaflor/Mondraker/Rotor venceu no sprint final, com o mesmo tempo da segunda colocada, a belga Alice Pirard (3h12min23).

“Foi um estágio realmente duro, mas bem legal, em que pude me testar um pouco. Eu e minha companheira de equipe Rocio Del Alba Garcia Martinez fizemos 45 km de escapadas e logo no final a Alice e a Kerry Macphee (GBR) nos alcançaram e assim a estrategia mudou. Tentei abrir vantagem na ultima descida técnica, só que não consegui me distanciar muito, o que deixou a decisão da vitória para os metros finais, após 61 km e mais de 1.500 m de desnível acumulado do primeiro dia”, explica Raiza.

Pódio Feminino da Mediterranean Epic – Foto: Divulgação

Na sexta-feira (9), Raiza encarou a segunda etapa, em um percurso de 62 km e 1.800 metros de ascensão, em um terreno composto por trilhas técnicas e escorregadias com vestígios de neve e frio, que deixaram as pontas dos dedos da atleta muito doloridos.

Após uma largada neutralizada, a ciclista brasileira conseguiu se posicionar entre um grupo de atletas da Master durante cerca de meia hora. Aos poucos, Raiza conseguiu se impor nas subidas íngremes, deixando o restante das competidoras para trás.

No terceiro dia, a etapa mais longa e dura, com 80km e 2500 m de acumulo de subida fez com que a brasileira utilizasse a estratégia de administrar a prova em relação às concorrentes sem forçar o ritmo.

“Acabei batendo a roda, o barulho foi muito grande. Tive que parar para trocar câmara de ar e tanto a ciclista espanhola quanto a belga me ultrapassaram. Após o imprevisto, fui até o fim fazendo muita força pra tentar buscá-las. Foi um dia de aprendizado e de sentir que os ciclistas estão cada vez mais me reconhecendo”.

Composta por longos trechos de estrada e um percurso bem veloz, a quarta e última etapa foi bem aproveitada por Raiza, que abriu cerca de 15 minutos de vantagem na liderança, optando por ser conservadora e poupar equipamento, após o azar da terceira etapa.

“Foi um dia bem legal. A gente vai descobrindo companheirismo e fazendo amizades a cada corrida que passa. Provas por etapas e as maratonas são um pouco diferente do XCO. Como eu liderava, mas em um ritmo constante, com o pessoal da Master 45, a ciclista Alice, da Bélgica, me alcançou no km 20. Conversando com ela, me disse que precisava tirar dois minutos de vantagem para ser vice-campeã. Decidi por ajudá-la e assim fomos. Pedalamos até o fim juntas, tentei ajudá-la e motivá-la a cada momento. Fiz uma nova amizade e a foto da chegada é bem representativa”, comemora a campeã.

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