17 de junho de 2024
Ciclovia
Hoje as ciclovias e ciclofaixas se estendem por 28 áreas do DF; uma das pistas mais recentes foi construída na Rota de Segurança do SIA, que liga o Setor de Inflamáveis à marginal da EPTG - Foto: Renato Alves / Agência Brasília

Com 633,4 km de ciclovias, DF terá novas estações de bikes compartilhadas

Governo do DF anuncia edital para a construção de mais 105 km de ciclovias, além de ampliação do número de estações de bicicletas compartilhadas

Andar de bicicleta é uma prática cada vez mais comum no Distrito Federal. O hábito é resultado de uma série de fatores, entre eles, o incentivo. Em fevereiro deste ano, a capital federal atingiu 633,496 km de malha cicloviária, ficando atrás apenas de São Paulo, cidade que tem a maior extensão de ciclovias do Brasil, com 699,2 km. Em 2018, havia no DF 466,6 km de ciclovias.

A expectativa é crescer ainda mais. “Hoje Brasília é a segunda maior malha cicloviária. Reconhecemos esse número, que é grandioso, e estamos trabalhando em um edital para mais 105 km de ciclovias, para que possamos fazer a interligação entre elas, porque há trechos em que hoje elas estão separadas dentro da cidade”, afirma o secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro.

Hoje as ciclovias e ciclofaixas se estendem por 28 áreas do DF. As pistas mais recentes foram construídas no Trevo de Triagem Norte (TTN), saída norte para Sobradinho; na Rota de Segurança do SIA, que liga o Setor de Inflamáveis à marginal da EPTG, e na VC-371, de Santa Maria.

A região com a maior pista para bicicletas é o Plano Piloto, que conta com 136,677 km. A segunda região é o Park Way, com 49,177. Lago Norte é o terceiro colocado em extensão, com 35,138 km. Já Santa Maria e Ceilândia estão quase empatadas, com 34,634 km e 34,073 km, respectivamente.

Tembici
As estações do Parque da Cidade e das quadras 209 e 406 Norte são as que regisrtram mais retiradas e devoluções – Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília

Bicicletas compartilhadas – Desde outubro de 2021, a capital federal voltou a ter o sistema compartilhado de bicicletas. A operação é feita pela empresa Tembici, vencedora da licitação do GDF, com investimento de R$ 10 milhões.

O contrato prevê 70 estações – já foram instaladas 30 – com 500 bicicletas, 200 das quais já estão em funcionamento. A completa implantação ainda aguarda licenças. O governo estima que a conclusão do processo ocorra até o início do segundo semestre, no Plano Piloto.

As estações do Parque da Cidade e das quadras 209 e 406 Norte são as com mais retiradas e devoluções. “Os locais das estações foram previamente definidos por meio de estudos e análises realizados pelo time de urbanistas da empresa, avaliando critérios como proximidade à infraestrutura cicloviária, possibilidades de maior demanda e integração com o transporte coletivo, além do respeito às questões urbanísticas da cidade, como áreas e construções tombadas”, conta a gerente regional da Tembici, Marcella Bordallo.

A revisora de textos Gabriela Artemis, 38 anos, é uma das usuárias da Tembici. Como costuma revezar a bike própria com outra pessoa, a bicicleta compartilhada tem sido uma facilidade, além de uma ótima experiência. “As bicicletas são limpas e novinhas. As estações são muito bem-feitas e organizadas. É um sistema realmente muito intuitivo”, diz.

Gabriela diz que tem notado as “rosinhas” circulando pela cidade em seus passeios. “Tenho visto muita gente no Parque da Cidade usando a Tembici. É uma iniciativa que está funcionando e democratizando ainda mais a bicicleta em Brasília, uma cidade que tem esse perfil porque tem muitas e boas ciclovias”, avalia.

O aluguel da bicicleta compartilhada está disponível para todos os bolsos. Uma viagem única avulsa de até 30 minutos custa R$ 3,50. Quem optar pelos planos paga R$ 15 para usar durante um dia inteiro por até cinco viagens de uma hora ou R$ 180 no pacote anual, que dá direito até cinco viagens por dia de até uma hora.

O governo anunciou que irá ampliar a oferta para as regiões administrativas que não foram contempladas neste primeiro momento. “Vamos licitar novamente e até colocar uma parte de subsídio [do governo] do sistema para poder garantir que as outras regiões administrativas também recebam esses equipamentos e compensar com recurso público aquilo onde não há interesse comercial, por questão de publicidade ou qualquer outra atividade econômica vinculada a essas bicicletas”, adianta o secretário de Transporte e Mobilidade.

Rótulos de linha Extensão em km
Águas Claras 24,057
Arniqueiras 2,284
Brazlândia 5,737
Ceilândia 34,073
Gama 31,536
Itapoã 5,728
Jardim Botânico 21,116
Lago Norte 35,138
Lago Sul 55,71
Núcleo Bandeirante  2,787
Paranoá 19,06
Park Way 49,177
Planaltina 7,996
Plano Piloto 136,77
Recanto das Emas 29,214
Riacho Fundo II 14,101
Samambaia 23,464
Santa Maria 34,634
São Sebastião 12,042
SCIA 2,015
Sobradinho 2,814
Sobradinho II 22,497
Sudoeste / Octogonal 10,929
Taguatinga 8,68
Varjão 0,455
Vicente Pires 11,986
Total 633,496

Bikes elétricas – Atualmente, além do Plano Piloto, apenas Águas Claras conta com oferta de bicicletas. Naquela região administrativa, porém, o programa é diferente: há uma parceria da Tembici com um aplicativo de entrega de refeições. O aluguel é exclusivo para usuários desse sistema.

“Com a pandemia, o serviço, que já era extremamente necessário, passou a ser essencial e a demanda por delivery cresceu exponencialmente. Investir neste modal e fomentar a ciclo entrega é contribuir diretamente para cidades mais inteligentes e sustentáveis. Acreditamos que, assim como nas praças em que o projeto já acontece, em Brasília as e-bikes chegam para tornar a mobilidade da cidade mais eficiente e, principalmente, proporcionar melhoras no dia a dia dos entregadores parceiros”, explica o cofundador e diretor de operações da Tembici, Maurício Villar.

Fonte: Agência Brasília, por Adriana Izel e dição de Débora Cronemberger

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