29 de fevereiro de 2024
Bicicletar
Foto: Divulgação / Prefeitura de Fortaleza

Com mais oito novas estações do Bicicletar, Fortaleza investe em infraestrutura ciclística

Sistema de compartilhamento de bicicletas da capital cearense conta agora com um total de 140 estações, permitindo mais alternativas de deslocamento sustentável para a população

A Prefeitura de Fortaleza (CE) inaugurou nesta sexta-feira (31/07) oito novas estações do Bicicletar, expandindo o sistema de compartilhamento de bicicletas para diversos pontos da cidade e proporcionando assim mais uma alternativa para a população em seus deslocamentos.

Com as novas estações, a capital cearense conta agora com um total de 140 estações, permitindo mais alternativas de deslocamento sustentável para a população.

Desenvolvido pela Secretaria Municipal da Conservação e Serviços Públicos (SCSP), por meio do Plano de Ações Imediatas de Transporte e Trânsito de Fortaleza (PAITT), o Bicicletar está expandindo o sistema de compartilhamento de bikes para novas regiões da cidade, tornando-se o maior sistema do tipo no Brasil em número de estações por habitantes e o terceiro em número de estações, atrás somente de Rio de Janeiro e São Paulo. Além disso, este novo modelo está ampliando, modernizando o sistema e trazendo mais conforto, com estações maiores e oferecendo mais vagas para as bicicletas, dentre outras melhorias.

Desde sua implementação, o Bicicletar – que conta com mais de 260 mil usuários cadastrados – já possibilitou a realização de mais de 3,1 milhões de viagens, sendo cerca de 94% dos cadastros ativos utilizando o Bilhete Único. O Bicicletar é um dos sistemas mais utilizados do Brasil, apresentando uma grande procura em dias úteis. Após a sua consolidação, o sistema já verificou uma média de 2.600 viagens em dias úteis e, aos finais de semana e feriados, a maior média verificada foi de 2.100 viagens por dia.

Expansão da rede – Até o final de 2019, Fortaleza contava com 80 estações do Bicicletar, que eram e permanecem sendo patrocinadas pela Unimed Fortaleza, ou seja, a gestão municipal não teve nenhum custo com este programa. Já estes 130 novos equipamentos que estão sendo implantados ao longo deste ano são custeados com recursos municipais oriundos da arrecadação da Zona Azul, resultando num sistema completamente renovado, mais moderno e confortável, com estações maiores e oferecendo mais vagas para as bicicletas, dentre outras melhorias.

Ao passo que as novas estações estão sendo implantadas em novos bairros da cidade, as estações que já existiam também vão gradativamente sendo renovadas e ampliadas, resultando num sistema completamente renovado. A empresa Serttel permanece como operadora e responsável pela manutenção técnica nos equipamentos.

Melhorias no sistema – Novidades como câmeras de videomonitoramento e alarme sonoro em todas as estações, botões individuais para solicitar conserto de bicicletas, escolha de bicicleta a partir da modalidade Bilhete Único, monitoramento de bicicletas por GPS e central de atendimento gratuito por telefone também estão entre as melhorias. O sistema permanece gratuito para quem utiliza Bilhete Único para viagens até 1 hora de segunda a sábado ou 1h e 30 minutos aos domingos e feriados.

Malha cicloviária em Fortaleza – Fortaleza hoje ultrapassou a marca de 300km de infraestrutura cicloviária, proporcionando cada vez mais opções de deslocamentos seguros para a utilização da bicicleta na cidade. Para se ter uma ideia, mesmo com a pandemia do novo coronavírus, a expansão da malha cicloviária possibilitou a implantação recente de 13km de novas infraestruturas, no período de 15 de maio a 15 de julho, chegando a um total de 300,4 km de rede cicloviária na cidade. Nessa conta, são 179,7 km de ciclofaixas, 111,1km de ciclovias, 9,4km de ciclorrotas e 0,2km de passeio compartilhado. Isso representa que a Prefeitura de Fortaleza, somente no período da atual gestão, bateu um recorde histórico, ampliando em cerca de 341% a rede cicloviária na cidade.

Além disso, em 2018, já havia sido ultrapassada a meta estabelecida pelo Plano Diretor Cicloviário Integrado (PDCI) para 2020, que era de cerca de 236 km de rede para deslocamento de ciclistas.

Outro resultado importante deste projeto é que, segundo o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP Brasil), Fortaleza é a cidade brasileira onde as pessoas vivem mais próximas à infraestrutura cicloviária. O estudo revela que a capital cearense está no topo da lista dentre as 20 maiores cidades brasileiras com este perfil e o indicador percentual PNB (sigla em inglês para People Near Bike) mostra que 36% dos fortalezenses moram a menos de 300 metros de uma ciclovia, ciclofaixa, ciclo-rota ou passeio compartilhado, ficando à frente de cidades como Belém (29%), Distrito Federal (27%), Recife (24%), Aracaju (21%), Salvador (20%), São Paulo (19%) e Rio de Janeiro (19%), dentre outras. Esses dados evidenciam também que Fortaleza é a única cidade com mais de 30% da população morando a 300m de alguma infraestrutura cicloviária.

Com informações da Prefeitura de Fortaleza

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