24 de abril de 2024
Com o OPV, uma simples mochila pode se transformar em um ponto móvel de recarga

Tecnologia brasileira de painéis solares flexíveis abre novas possibilidades à indústria do ciclismo

Mochilas que geram eletricidade para ciclocomputadores e celulares ou até mesmo quadros de bicicleta que alimentam diretamente acessórios eletrônicos estão entre as inúmeras possibilidades do material

Uma nova tecnologia desenvolvida no Brasil poderá dar início nos próximos anos a uma verdadeira revolução na indústria de geração de energia elétrica para equipamentos de pequeno porte como smartphones, ciclocomputadores e outros acessórios eletrônicos utilizados por ciclistas.

Desenvolvidos pelo  instituto de pesquisa mineiro CSEM Brasil, uma empresa especializada em tecnologia de captação de energia solar, os Painéis Orgânicos Fotovoltaicos ou simplesmente OPV, são construídos a partir de um filme plástico coberto por uma tinta orgânica com capacidade fotovoltaica, ou seja, capaz de converter luz em energia elétrica, mesmo em situações de baixa luminosidade.

O produto é maleável e pode ter várias cores e formatos. Por isso, deverá ter aplicações que vão até onde a imaginação – ou o sol – é capaz de alcançar: fachadas de prédios, vidros de carros, coberturas de estádios, mochilas… e bicicletas!

Finos, leves e flexíveis, os Painéis Orgânicos Fotovoltaicos podem ser utilizados para revestir quadros de bicicletas de forma fornecer energia elétrica para equipamentos periféricos

Ao contrário dos painéis solares comuns, feitos de silício, os filmes OPV possuem baixa dependência do grau de inclinação da fonte de luz, podendo ainda ser moldados diretamente sobre seus substratos. Leves e flexíveis, possuem apenas 1 mm de espessura e pesam cerca de 0.5 kg/m². Além disso, sua superfície possui um nível de transparência que alcança 50%, o que possibilita sua instalação diretamente sobre mochilas, quadros e rodas de bicicletas, sem interferir muito no visual das mesmas.

Graças à sua menor dependência do ângulo de incidência da luz solar, é possível aproveitar melhor sua fonte por mais tempo. Já a capacidade de absorção dos raios ultravioleta e infravermelhos contribui para a redução da carga de calor do ambiente, de forma que a eficiência na captação permanece inalterada mesmo em ambientes muito quentes.

Com estas características, os OPV podem se tornar a alternativa ideal para a geração de energia elétrica para equipamentos eletrônicos para uso em ciclismo, como ciclocomputadores, luzes de segurança e até mesmo transmissões eletrônicas de bicicletas.

Por ser uma instituição sem fins lucrativos, para comercializar os OPVs o CSEM criou a empresa Sunew para poder explorar o produto em larga escala, produzido por uma impressora especial com capacidade para fabricar 400 mil m² de fitas por ano, a maior do mundo.

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