26 de maio de 2024
Ciclovia Tim Maia
Desabamento de parte da ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, durante uma ressaca no mar de São Conrado, deixa mortos e feridos - Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Ciclovia Tim Maia será reaberta em agosto, mas inauguração antes da Rio 2016 é incerta

Além de reforços estruturais, ciclovia na Avenida Niemeyer contará com com sistema de monitoramento de ondas e sinal luminoso para alerta de ressaca

A Ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, deve ter o trecho entre o Vidigal e São Conrado reaberto ao público em 60 dias. Uma parte de 20 metros de estrutura desabou após ser atingida por fortes ondas durante uma ressaca no mar no dia 21 de abril, matando duas pessoas.

A ciclovia vai do Leblon a São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro. O trecho entre Leblon e o Vidigal permanece aberto. A conclusão dos estudos para refazer a obra foi apresentada hoje (13) pela prefeitura.

Segundo o prefeito do Rio, Eduardo Paes, a perícia para apurar as causas do desabamento foi feita pela Coppe/UFRJ e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) - Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil
Segundo o prefeito do Rio, Eduardo Paes, a perícia para apurar as causas do desabamento foi feita pela Coppe/UFRJ e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) – Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

De acordo com o prefeito Eduardo Paes, a perícia independente foi feita pela Coppe/UFRJ e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), que investigaram as causas do acidente e apontaram soluções de engenharia. A prefeitura contratou também o escritório Casagrande Engenharia para Conformidade de Qualidade de Projeto (CQP) para validar o projeto.

As instituições indicaram falha técnica no projeto executivo, com subdimensionamento da plataforma, que não estava com peso adequado para suportar o esforço vertical da onda no local conhecido como Gruta da Imprensa.

Segundo o secretário Municipal de Obras, Alexandre Pinto, será necessário fortalecer os pilares, utilizar cargas adequadas na plataforma e fazer a ancoragem da estrutura na rocha.

“A primeira etapa, de limpeza da área atingida, está ocorrendo no momento. Também estamos fazendo a demolição dos três pilares que sustentavam a obra. Em seguida, faremos a reconstrução das fundações. Os pilares serão novos e a fundação ancorada na rocha. O tabuleiro será concretado nos pilares, ou seja, o que a gente chama de solução hiperestática, formando uma estrutura única”.

Grupo faz protesto e cobra respostas ao desabamento de ciclovia na Avenida Niemeyer, com cartazes e vestindo roupas pretas próximo ao Mirante do Leblon - Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Grupo faz protesto e cobra respostas ao desabamento de ciclovia na Avenida Niemeyer, com cartazes e vestindo roupas pretas próximo ao Mirante do Leblon – Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

O secretário informou que a obra será feita pelo consórcio construtor, formado pelas empresas Contemat e Concrejato, sem ônus adicionais aos cofres municipais.

Paes também adiantou um estudo para verificar a segurança em toda extensão da ciclovia. “Essa rechecagem é feita para o projeto de engenharia do trecho. O que estamos fazendo ainda é a batimetria de toda essa ciclovia, estudar todo o fundo [do mar]. A princípio não tem nenhum trecho que apresente o risco que aquele trecho apresentava, mas os estudos continuam com relação aos demais trechos”.

A prefeitura acrescentou que será implantado um sistema de monitoramento de ondas na cidade, que vai reforçar o alerta de ressaca da Marinha e pode indicar o fechamento da ciclovia em caso de risco. De acordo com o coordenador do Alerta Rio, Ricardo Dorsi, duas boias de monitoramento já operam na entrada da Baía de Guanabara e mais duas serão adquiridas pela prefeitura, ainda sem local definido para instalação.

“A prefeitura está fazendo gestões e estudos para instalação desse monitoramento, baseado em recomendações do INPH e da Coppe. A ideia é capacitar o Centro de Operações a monitorar e a interditar, quando for necessário, a ciclovia para ciclistas e pedestres. Esse sistema será feito em etapas. No início, vamos contar com duas boias que monitoram a altura, direção e temperatura da água”.

As interdições serão feitas com o fechamento dos oito pontos de acesso principal da ciclovia e mais um complementar, serão colocadas cancelas, correntes metálicas, placas informativas, sinais luminosos com acionamento remoto, câmaras de vídeo para monitorar visualmente as condições do mar, bem como um possível acesso de ciclista ou pedestre a local indevido.

Conforme Paes, a vontade da prefeitura é que tudo fique pronto antes da abertura da Olimpíada, prevista para o dia 5 de agosto. Entretanto, a ciclovia só será reaberta quando o sistema de monitoramento e o estudo de riscos estiverem completos.

Fonte: EBC, por Akemi Nitahara (edição: Armando Cardoso)
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