24 de abril de 2024
Elaine (esquerda), ao lado da comissária UCI Dorothy Abbott - Foto: Luis Claudio / CBC

Brasileira é a mais nova árbitra de Ciclismo de Estrada da União Ciclística Internacional

Elaine Sirydakis integra o seleto grupo de comissários aprovado na criteriosa avaliação da UCI

A comissária da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) Elaine Sirydakis é a primeira árbitra brasileira de Ciclismo a ser aprovada nos criteriosos testes práticos e teóricos da União Ciclística Internacional (UCI), o que a credencia para representar o Brasil nos bastidores das principais competições nacionais e internacionais do Ciclismo de Estrada.

O curso de comissário da UCI acontece aleatoriamente de acordo com a demanda da entidade. As últimas duas edições do curso aconteceram em 2008 e 2013, sempre divididas em duas etapas. Já a atual edição teve início ainda em 2014, com a primeira etapa (teórica) acontecendo na Suíça, durante uma semana. Durante esse período os alunos assistiram aulas em tempo integral e realizaram uma prova ao final para testar os conhecimentos adquiridos.

Os aprovados seguiram para a segunda etapa (prática), onde foi designada uma competição do calendário UCI para a realização do último teste. Essa avaliação final, do Ciclismo de Estrada, coloca o comissário para exercer as principais funções de um evento internacional: Comissário II, Comissário III, Comissário IV, Juiz de Chegada, Comissário Moto e Comissário Geral.  Todas as funções são acompanhadas por um avaliador da União Ciclística Internacional (UCI).

Elaine no Tour da Áustria - Foto: CBC / Divulgação
Elaine no Tour da Áustria – Foto: CBC / Divulgação

Para a avaliação final da brasileira Elaine Sirydakis foi designado o Tour da Áustria, uma competição de categoria 2 HC da UCI, válida pelo ranking Europa Tour e disputada pelas principais equipes do ciclismo mundial. “Foi uma experiência fantástica e inesquecível. A parte teórica durou uma semana e foi realizada na Suíça, já minha prova prática foi durante o Tour da Áustria, uma prova de classe HC do calendário europeu. Eram apenas seis candidatos, todos homens e eu a única mulher. Também fui a única representante do continente americano. Realmente não foi fácil, mas com o conhecimento adquirido através de muitas noites em claro, com a prática de atuação aqui no Brasil e muita determinação e trabalho em equipe consegui meu objetivo. Levo a certeza de que estamos em constante evolução, sempre aprendendo”, contou Elaine, que junto com a venezuelana Carmen Jaimes, se tornou uma das duas únicas mulheres comissárias internacionais de Estrada da América do Sul.

Paixão e reconhecimento – Segundo a comissária de 34 anos, a paixão pelo ciclismo e o incentivo da irmã (Kathya Sirydakis) foram os principais motivadores para encarar uma das profissões mais difíceis da modalidade. “Minha irmã querida é comissária nacional há mais de 20 anos e foi quem me introduziu nesse meio. Eu ficava maravilhada ouvindo as histórias sobre as corridas, as viagens, as experiências dos grandes comissários que já atuaram no Brasil e pensava ‘um dia quero me tornar comissária UCI, quero contribuir para que nosso ciclismo cresça, evolua da mesma maneira como essas pessoas contribuem em seus países’.

Segundo o presidente da CBC, Luiz Vasconcellos, a Confederação pretende continuar investindo na qualificação da arbitragem nacional nos próximos anos, visando a formação de novos comissários nacionais e internacionais, além da atualização constante da equipe em atividade. “Com a chegada das Olimpíadas do Rio 2016, precisamos ter pessoas capacitadas em todas as áreas técnicas e esse foi mais um passo importante de profissionalização do Ciclismo de Estrada”, ressalta.

Fonte: Confederação Brasileira de Ciclismo

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