23 de abril de 2024

Pedalar bicicleta estática ajuda na recuperação de vítimas de AVC, diz estudo

Pacientes que submeteram-se a sessões de pedaladas apresentaram maior taxa de recuperação das habilidades motoras

Pedalar em bicicletas ergométricas ou acopladas a rolos de treino pode ajudar na recuperação de pacientes vítimas de acidente vascular cerebral (AVC), de acordo com estudo realizado pela Cleveland Clinic, do estado de Ohio, Estados Unidos.

O estudo foi focado na observação de pacientes vítimas de AVC, que apresentaram recuperação de suas habilidades motoras depois de submeterem-se a sessões de pedaladas em bicicletas estáticas. Segundo os pesquisadores, a combinação entre exercício aeróbico e o efeito fisioterapêutico proporcionado pelas pedaladas auxiliam o cérebro a reaprender informações e a recuperar a habilidade de se reorganizar e criar novas conexões neurais. A terapia também registrou bons índices de recuperação de vítimas do Mal de Parkinson.

Os pesquisadores da Cleveland Clinic focaram seus estudos em 17 participantes, com idades entre entre 23 e 84 anos, vítimas de AVC nos últimos seis a doze meses, divididos em três grupos, cada um submetido a um tipo específico de exercício. O primeiro grupo utilizou bicicletas estáticas motorizadas, o segundo grupo bicicletas estáticas sem motor e o último grupo, referencial, não foi submetido a exercícios aeróbicos, apenas exercícios de repetição.

“Nossa meta é aumentar a capacidade cardiovascular de vítimas de AVC. Se conseguirmos aumentar os índices de recuperação motora e a saúde cardiovascular simultaneamente, os pacientes poderão recuperar suas funções motoras e sua qualidade de vida”

As sessões de pedaladas tiveram uma duração de 45 minutos cada e foram completadas em tempo inferior ao utilizado nos exercícios de repetição convencionais utilizados para auxiliar na recuperação de movimentos.

Após 8 semanas todos os três grupos obtiveram o seguinte resultado: o primeiro grupo, que utilizou a bicicleta estacionária motorizada apresentou uma recuperação de suas habilidades motoras de 34%. Já o grupo que utilizou a bike estática sem motor apresentou uma melhora de 16%, valor próximo ao terceiro grupo, com 17% (que necessitou, entretanto, de um tempo maior de fisioterapia).

O estudo conclui que o uso da bicicleta estática com auxílio motorizado auxilia eficazmente pacientes com mobilidade reduzida, permitindo manter uma intensidade de treino maior, fator necessário para auxiliar as funções cerebrais.

Susan Linder, médica terapeuta da Cleveland Clinic, que apresentou a pesquisa à American Stroke Association, conclui: “Nossa meta é aumentar a capacidade cardiovascular de vítimas de AVC. Se conseguirmos aumentar os índices de recuperação motora e a saúde cardiovascular simultaneamente, os pacientes poderão recuperar suas funções motoras e sua qualidade de vida”.

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