16 de junho de 2024

Guia básico para lubrificação da corrente da bicicleta

Como qualquer outro meio de transporte, a bicicleta necessita de cuidados de manutenção para seu bom funcionamento. Além da revisão e troca periódica da corrente, a lubrificação correta influencia diretamente na durabilidade do grupo transmissor. Confira abaixo algumas dicas importantes sobre a correta lubrificação da corrente da bicicleta:

Limpe primeiro – Pode parecer um absurdo, mas muitas vezes uma corrente devidamente lubrificada, porém suja, pode ser mais prejudicial para o grupo transmissor do que uma corrente limpa, sem lubrificação. O que acontece é que partículas de terra, areia e outros elementos ao se misturarem com o lubrificante formam uma especie de pasta abrasiva que literalmente irá lixar os delicados dentes do cassete e/ou coroas. Aqui á regra é clara: Sempre limpe corretamente sua corrente antes de lubrificá-la.

Uma boa prática é habituar-se a após a pedalada passar uma pano seco (não use estopa, pois solta fiapos!) ao longo da corrente. Utilize uma escova de dentes velha para limpar também os dentes da coroa e do cassete, bem como as polias do câmbio.

Caso o grupo transmissor esteja muito sujo, utilize um pano embebido em uma solução de detergente solúvel em água apropriada para limpeza de bicicletas ou, na sua falta, um desengordurante para cozinha.

Mas atenção!!! Só passe para a próxima etapa após o grupo estar completamente seco. Afinal, água e óleo não se combinam…

Leve o clima em consideração  – Se você pedala em pistas molhadas ou em trilhas enlameadas, opte por lubrificantes do tipo “molhado” (wet), que possuem uma consistência mais espessa e permanecerão por mais tempo na corente do que lubrificantes mais finos. Para condições secas, onde prevalecem terrenos empoeirados, utilize lubrificantes do tipo “seco” (dry), a base de Teflon ou de cera. O ideal é adquirir os dois tipos, a serem utilizados de acordo com as condições climáticas.

Tenha em mente que embora a alta viscosidade dos lubrificantes do tipo wet garanta sua permanência na corrente por mais tempo, por outro lado acumulam muito mais sujeira e detritos na mesma. Já lubrificantes do tipo seco não acumulam muita sujeira, mas possuem uma durabilidade bem menor que os do tipo “molhado”.

Foto: Mitch Mandel
Foto: Mitch Mandel

Aplique corretamente – A maioria dos lubrificantes encontrados no mercado são apresentados em embalagens plásticas flexíveis, o que facilita sua aplicação. Utilize uma gota para cada elo da corrente e, em seguida, retire o excesso com o auxílio de um pano seco que não solte fiapos. Uma camiseta velha funciona muito bem para isto.

Aproveite para lubrificar também as polias do câmbio traseiro e sua guia dos cabos, localizada embaixo do movimento central (foto).

Muito cuidado na aplicação do lubrificante pra não atingir por engano os aros das rodas ou o rotor (disco) do freio, o que inutilizará de forma permanente suas pastilhas.

Outros tipos de lubrificantes

Cera – Uma boa opção de lubrificação de correntes são os produtos a base de cera. Entre suas vantagens está a possibilidade de serem utilizados em quaisquer condições climáticasw, além de não acumular resíduos.

Por outro lado, rendem muito menos que os produtos a base de óleo, já que devem ser aplicados generosamente na corrente e não elo por elo.

A lubrificação realizada com produtos a base de cera, utilizam um procedimento diferente do utilizado quando se utilizam lubrificantes convencionais. Após agitar vigorosamente a embalagem, aplique generosamente o lubrificante em toda a superfície da corrente. Espere secar e repita a dose. Não há a necessidade de se retirar o excesso.

Em sua primeira aplicação, a corrente deverá ser meticulosamente limpa e livre de outros lubrificantes, caso contrário a cera não irá aderir corretamente nos elos da corrente.

Teflon – Alguns lubrificantes disponíveis no mercado utilizam PTFE (conhecido pelo nome fantasia Teflon) que, embora mais caros, diminuem substancialmente o atrito entre as peças móveis, além de reduzir o acúmulo de sujeira na corrente e demais componentes.

Ecologicamente correto – A maior parte dos lubrificantes disponíveis no mercado são derivados de petróleo, mas atualmente já existe uma boa parcela de produtos que utilizam ingredientes biodegradáveis em sua composição. Embora não sejam tão duráveis quanto os primeiros, não são tóxicos e não agridem o meio ambiente.

ATENÇÃO!!! Jamais utilize na corrente de sua bicicletas solventes ou desingripadores, como por exemplo o conhecido WD40!

Veja também:

error: Textos, fotos, artes e vídeos do site MTB Brasília estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização