15 de junho de 2024

Madri terá sistema de compartilhamento de bicicletas elétricas

População da capital espanhola vai contar com bicicletas elétricas ainda em 2014
População da capital espanhola vai contar com bicicletas elétricas ainda em 2014

A partir de maio deste ano, os moradores e turistas que passarem por Madri vão contar com um sistema público de compartilhamento de bicicletas elétricas. A iniciativa vai reverter o atraso da cidade relacionado à mobilidade urbana, e tem por objetivo estimular o maior número de pessoas a aderir às bicicletas como meio de transporte, de maneira segura e confortável.

A capital da Espanha vai contar com 1.560 bikes elétricas e 120 estacionamentos específicos, que reservarão 3.120 vagas para o modal sustentável em meio à cidade. O serviço demandará uma tarifa de dois euros de cada usuário, e ficará disponível 24h por dia.

Para Elisa Barahona, representante de meio ambiente e mobilidade urbana da Prefeitura de Madri, a criação do sistema de aluguel aumenta, também, o uso das bicicletas privadas no espaço urbano. “Em todas as cidades em que foram implantadas as bikes públicas, a presença de ciclistas com suas próprias bicicletas se multiplicou”, explica Elisa.

As bikes elétricas vêm sendo desenvolvidas pela empresa Bonopark, que firmou parceria com a prefeitura de Madri para a realização do projeto. Miguel Vital, diretor geral da empresa, explicou ao jornal El País que as bicicletas elétricas para compartilhamento terão design diferenciado, estimulando, mais ainda, as pessoas a adotá-las como meio de transporte sustentável. “As rodas serão maiores, os quadros e freios terão design diferente”, declarou Vital, que estima que os custos de produção para cada unidade giram em torno de 800 e 1.500 euros.

O compartilhamento de bicicletas convencionais já existia em outras cidades do país – como Barcelona e Sevilha – e o plano de implantação do sistema de bikes elétricas agradou os ciclistas da capital espanhola, que ainda esperam avanços. “A bicicleta pública vai agregar maior visibilidade à mobilidade em Madri, mas seria preciso incluir outras medidas, como restringir o uso de automóveis e reduzir a velocidade no trânsito”, conta o cicloativista Juan Merallo, coordenador da associação de ciclistas espanhóis ConBici.

O plano de mobilidade ainda não recebeu um nome, mas, quando o sistema já estiver concluído, os usuários poderão optar por três níveis de auxílio das bikes elétricas, de acordo com o tipo de trajeto. Quando as bicicletas identificam maior esforço durante o caminho – como uma ladeira íngreme – o motor será ativado automaticamente, a fim de melhorar o desempenho dos ciclistas e aumentar o conforto. Para garantir a segurança nas ruas, o sistema não atinge velocidades maiores do que 20 quilômetros por hora.

Fonte: CicloVivo

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