21 de fevereiro de 2024

Inglesa é a primeira pessoa a pedalar até o Polo Sul

Maria ICElandA região do Polo Sul sempre exerceu um fascínio profundo em exploradores de todo o mundo. Desde sua conquista pelo norueguês Roald Amundsen em 14 de dezembro de 1911, centenas de exploradores tentam alcançar a última fronteira da Terra em todos os meios de transporte possíveis, desde aviões, trenós, esquis, snowmobiles e até mesmo em uma caminhonete Toyota Hilux. Porém, até agora ninguém havia aventado a hipótese de se chegar ao Polo Sul pedalando. Pelo menos até agora…

E o privilégio de ser a primeira pessoa a chegar pedalando é de uma mulher, a inglesa Maria Leijerstam, A especialista em corridas de aventura levou dois anos planejando cada etapa do desafio, que envolveu a travessia de geleiras, abismos de gelo e ventos de até 160 km/h em uma bicicleta recumbent de três rodas, projetada especialmente para a aventura.

Maria Leijerstam

A atual corrida ao Polo Sul teve início neste mês de dezembro, com a partida de três equipes rivais, cada uma almejando a honra de ser a primeira a alcançar o ponto mais meridional do planeta. Além de Maria, o norte-americano Daniel Burton e o espanhol Juan Mendez também entraram na disputa. Enquanto que Daniel e Jaun encararam a aventura em bicicletas do tipo fat-bikes, Maria optou por pedalar em um triciclo fat-trike, escolha esta que se resultou acertada para o tipo de adversidades encontradas e que garantiu assim sua conquista do título de primeira pessoa a pedalar até o Pólo Sul.

O triciclo de Maria foi construído especialmente para ela pela empresa Ice Trike, com componentes convencionais de fat-bikes, como os pneus de 4,7 polegadas Surly Big Fat Larry (dianteiro) e 4,8″ Surly Lou atrás. A frenagem do conjunto foi garantida por freios a disco mecânicos da marca Avid.

Juan Mendez
Juan Mendez

O que faz o diferencial de seu triciclo entretanto foi a opção por se utilizar a liga de aço CrMo 4130 na construção de seu quadro, desenhado para utilizar os pneus de grande largura específicos para neve, além do grupo transmissor na relação 2:1 para subidas. Graças a esta relação, Maria pode determinar uma rota mais direta rumo ao Polo Sul, atravessando as montanhas Trans-Antárticas enquanto seus concorrentes em fat-bikes tiveram que optar por rotas alternativas e mais longas. Após transpor as montanhas, Maria não teve maiores dificuldades em prosseguir pedalando até a região do glaciar Leverett e alcançar o platô do Polo.

Durante a aventura, Maria Leijerstam pedalou uma média de 12 horas por dia, percorrendo uma distância média de 56km ao dia. Neste ritmo, conseguiu chegar ao objetivo final em menos de dez dias, deixando seus competidores com alguns dias de desvantagem em relação a ela.

A fat-bike Borealis de Daniel Burton
A fat-bike Borealis de Daniel Burton

Duas rodas – Embora Maria tenha consolidado seu lugar nos livros de história como a primeira pessoa a ir pedalando até o Polo Sul, ainda existem pelo menos dois títulos a serem conquistados: Ser a primeira pessoa a chegar ao Polo Sul em uma bicicleta convencional de duas rodas e ser  primeira pessoa a chegar ao Polo Sul em uma bike convencional sem auxílio de terceiros.

Enquanto que o espanhol Juan Mendez está utilizando uma combinação de skis, trenós e bicicleta para chegar ao Polo de forma totalmente independente, o norte-americano Daniel Burton optou por uma fat-bike customizada da marca Borealis, enquanto que seus suprimentos são transportados por sua equipe.

Enquanto Maria já encontra-se a caminho de casa, Daniel e Jaun encontram-se ainda próximos a metade do percurso esperando juntos pelo término de uma tempestade na região. Tanto Daniel quanto Juan estão atualizando seus blogs regularmente com notícias de suas aventuras.

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