15 de junho de 2024
Nivaldino afirma que o cicloativismo é muito forte na capital federal - Foto: Bruno Peres/CB/D.A Press

Estudo aponta crescimento de ciclovias no Distrito Federal

O primeiro programa de governo destinado à construção de ciclovias foi o Pedala DF, criado em 2005

Nivaldino afirma que o cicloativismo é muito forte na capital federal - Foto: Bruno Peres/CB/D.A Press
Nivaldino afirma que o cicloativismo é muito forte na capital federal – Foto: Bruno Peres/CB/D.A Press

Uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) evidencia o aumento de ciclovias construídas no Distrito Federal na última década, ainda que o processo se dê a passos lentos. Em 2004, o DF tinha apenas 5km de malha cicloviária. Oito anos depois, a extensão saltou para 173km. Neste ano, outros 192km estão em execução, com conclusão prevista para dezembro. Até 2015, a ideia é que o território da capital brasileira disponha de 614km de faixas exclusivas para as bicicletas a um custo total de R$ 108,6 milhões. Esse resultado dará a Brasília o título de cidade com a maior extensão de ciclovias do país e uma das líderes do mundo, atrás apenas de Nova York (Estados Unidos), com 670km, e à frente de Copenhague (Dinamarca), Paris (França) e Amsterdã (Holanda), que têm, respectivamente, 350km, 394km e 400km, de acordo com a Organização não governamental mobilize Brasil.

Para o autor do levantamento da UnB, o estudante de doutorado do departamento de sociologia José Nivaldino Rodrigues, o desenvolvimento da malha cicloviária brasiliense deve-se ao trabalho intenso dos cicloativistas, de servidores públicos que fomentaram as políticas públicas para o desenvolvimento do programa de mobilidade por bicicleta e de uma janela de oportunidade política para a execução dos projetos entre 2009 e 2010 — anos em que o comando da cidade passou por três governadores diferentes.

O primeiro programa de governo destinado à construção de ciclovias foi o Pedala DF, criado em 2005. Nessa etapa, entre os governos de Joaquim Roriz e José Roberto Arruda, as cidades de Varjão, São Sebastião e Itapoã receberam obras em um processo lento e irregular. Em 2010, Rogério Rosso assumiu o poder como tampão e retomou as obras. “Mesmo com a crise e a suspensão dos investimentos, os empreendedores de políticas públicas para ciclovia não pararam de trabalhar nos projetos. Por isso, eles estavam prontos para serem licitados e executados”, conta Nivaldino. Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas e Santa Maria foram beneficiadas com as obras. Quando Agnelo Queiroz (PT) tomou posse como governador em 2011, o Pedala DF foi substituído pelo Comitê Gestor de Políticas de Mobilidade Urbana por Bicicleta no DF, sob a tutela da Casa Civil.

Nivaldino não esquece de mencionar a militância cicloviária como fundamental. “O cicloativismo é muito forte no DF, principalmente nas demandas por segurança e infraestrutura para os usuários de bicicleta. E a importância, a atuação e o senso crítico deram muita credibilidade a essas instituições”, explica.

Fonte: Correio Braziliense

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