23 de junho de 2024

5 maneiras de reparar emergencialmente sua bicicleta usando zip ties

Acessório que não pode faltar na mochila de quem pedala, esta prática abraçadeira plástica descartável pode salvar nosso dia de pedalada

As abraçadeiras plásticas conhecidas mundialmente por zip-ties foram inventadas em 1958 pela fabrica de componentes eletrônicos Thomas & Betts para facilitar a arrumação de cabos elétricos na indústria aeronáutica. Desde então, temos contado com esses maravilhosos pedaços de plástico para uma infinidade de usos, incluindo a organização e fixação de cabos de freios hidráulicos para bicicletas e instalação de acessórios como ciclocomputadores, luzes de segurança etc.

Para os ciclistas que praticam mountain bike ou cicloturismo, carregar alguns de zip ties de tamanhos variados em suas mochilas ou pochetes podem fazer uma enorme diferença em uma situação de emergência. confira como:

Coroa

Substituir parafusos de coroa perdido – Um parafuso de coroa pode ser emergencialmente substituído por um zip tie de tamanho médio bem apertado, bastando ter cuidado para que a sua trava não fique do lado por onde passa a corrente.

Já tivemos a oportunidade de ver um pedivela cujas coroas perderam dois parafusos (que falta de manutenção, heim!) que foram substituídos com sucesso por essas abraçadeiras incríveis, garantindo assim o retorno do ciclista em cima de sua bicicleta e não empurrando-a.

Freehub“Aprisionando” a roda-livre – Quando o freehub (roda-livre) da roda traseira quebra, o cassete perde sua capacidade de impulsionar a bicicleta para a frente com as pedaladas.

Você pode tentar resolver isto prendendo o cassete aos raios da roda, transformando provisoriamente sua bike em uma “roda fixa”. Utilize o máximo de abraçadeiras possível, para garantir uma boa fixação e pedale cuidadosamente, para evitar a quebra dos zip ties.

Lembre-se que, com o freehub travado, o pedivela continuará a movimentar-se, mesmo que o ciclista pare de pedalar. Portanto, não tente parar a bike forçando os pedais para não destruir o reparo. Use os freios de sua bicicleta.

PoliaPolia do câmbio traseiro – Um problema raro, mas que pode acontecer, é quando o parafuso de uma das polias do câmbio traseiro cai.

Uma das soluções viáveis para reparar este problema está em colocar um zip tie de tamanho pequeno no lugar do parafuso, prendendo pelo lado do cage (gaiola) do câmbio, para permitir a livre movimentação da corrente (foto).

Este reparo irá fazer com que seu câmbio chacoalhe ruidosamente, mas pelo menos você voltará pedalando para casa.

Câmbio dianteiroCabo do câmbio dianteiro rompido – Um problema relativamente comum nas bicicletas (pelo menos naquelas que não são revisadas com frequência) é o rompimento do cabo de câmbio.

No caso específico do câmbio dianteiro, uma das soluções está em travá-lo na coroa intermediária com um pedaço de madeira ou pedra, mantendo-a presa entre o tubo do selim (onde está fixado o câmbio dianteiro) e o câmbio, utilizando para isto um ou mais zip ties.

Sempre é bom lembrar que a partir de então, sua bicicleta só poderá contar com o câmbio traseiro para a troca de marchas, por isto a escolha em travar o câmbio dianteiro na posição intermediária (coroa do meio).

FreiosPivô da manete do freio – Se o parafuso que fixa o pivô da manete do freio comete suicídio na trilha, tente encontrar a manete no meio do mato e, em caso positivo, utilize um zip tie de tamanho médio para colocá-la de volta em seu devido lugar.

Após a operação, evite “alicatar” o freio, o que poderia danificar o reparo.

Atenção especial deverá ser dada no caso de freios hidráulicos, pois o mecanismo de acionamento do cilindro mestre (burrinho) costuma projetar-se para fora quando a manete sai do lugar. Encaixe cuidadosamente a manete, tendo extremo cuidado para não empená-la.

Sobre o autor

André Ramos é editor do website MTB Brasília
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