25 de abril de 2024
Demarcação da ciclovia e placas de sinalização em Munique

Munique, a capital alemã da bicicleta

Demarcação da ciclovia e placas de sinalização em Munique
Demarcação da ciclovia e placas de sinalização em Munique

Por Du Dias* – A chegada a Munique foi extremamente tranquila, já que a Isarradweg corta o anel viário e desemboca no Jardim Inglês, um dos mais belos parques da cidade. A partir dali é possível pedalar por ciclovias ou pelos corredores de ônibus, compartilhados com bicicletas, para chegar ao centro. Munique é sem dúvida uma das cidades alemãs com maior cultura ciclística.

Boa parte das ciclovias fica paralela aos caminhos para pedestres, nas calçadas, separadas das ruas por um canteiro com grama e árvores. Quando as ciclovias estão nas ruas são muito bem sinalizadas, e quando não há demarcação, os outros veículos respeitam as magrelas evitando qualquer confronto. Mesmo com muito mais ciclistas do que Viena, por exemplo, pedalar em Munique é super fácil, o que me deixou encantado.

Em um dos pontos mais centrais da cidade, próximo à Marienplatz, havia uma campanha de incentivo ao uso das bicicletas, com revisão gratuita das magrelas, programas de esclarecimento e educação, distribuição de folders e panfletos além de um pequeno circuito para o iniciante praticar e adquirir desenvoltura em duas rodas.

Ali fui informado de que segundo as leis de trânsito alemãs, o capacete não é item obrigatório para o ciclista, mas todas as bicicletas devem ser equipadas com iluminação dianteira e traseira, que não sejam operadas por baterias.

A cidade também é muito bem-servida de metrôs e trams. Cada pequena estação metroviária está sempre rodeada por uma infinidade de bicicletas estacionadas, possui elevadores e escadas, e os mapas metroviários são os mais comumente distribuídos em albergues e hotéis.

Considerando o tamanho da cidade e a dinâmica do transporte, Munique foi até aqui o centro mais organizado e bem-sucedido que eu já vi. A arquitetura da cidade e as calçadas, bem como as placas de sinalização também ajudam, assim como a quantidade incrível de parques, praças e áreas verdes.

Minha sorte era que o tempo não estava muito bom e o caminho que eu iria seguir continuava pela belíssima Isarradweg até que eu chegasse a Bodensee-Konigsee Radweg. Assim eu consegui deixar Munique, porque minha vontade de ficar por ali crescia a cada minuto.

*Aos 33 anos, o jornalista paulistano Eduardo Dias de Souza, o Du Dias como é conhecido, resolveu que era hora de realizar o seu tão acalentado projeto de vida: uma longa viagem pela Europa, a bordo do único veículo que há muito escolheu para circular pela cidade ou por onde quer que vá: a bicicleta. Com experiência em assessoria de imprensa, e há algum tempo trabalhando como autônomo, Du aproveitou o momento sem vínculo formal de trabalho para se lançar nesta aventura. E convida o leitor do Mobilize a segui-lo, durante seis meses, pelas páginas de seu blog, numa imersão (de mobilidade) pelas ruas e estradinhas que ligam Holanda, Alemanha, República Checa, Áustria, França, Espanha, Itália e Portugal.

Fonte: Portal Mobilize

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