24 de julho de 2024
Fábrica da OX Bikes na Zona Franca de Manaus - Foto: Divulgação / Abraciclo
Fábrica da OX Bikes na Zona Franca de Manaus - Foto: Divulgação / Abraciclo

Produção de bicicletas no Brasil supera 183 mil unidades no 1° trimestre do ano

Fabricantes do Polo de Manaus registram alta de 7,1% na comparação com o mesmo período do ano passado

A indústria de bicicletas instalada no Polo Industrial de Manaus – PIM produziu 183.019 unidades no primeiro trimestre, alta de 7,1% na comparação com o mesmo período do ano passado (170.902 bicicletas). Segundo levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo, a produção retorna ao patamar de 2019, período pré-pandemia, quando foram fabricadas 183.742 unidades.

Montagem de bicicleta de estrada Cannondale na fábrica da Caloi, em Manaus – Foto: André Ramos / MTB Brasília

Ainda de acordo com dados da associação, em março, 57.870 bicicletas saíram das linhas de montagem, queda de 9,2% em relação a fevereiro (63.712 unidades). O volume foi muito próximo ao registrado no mesmo mês do ano passado (57.843 bicicletas).

Ao analisar o desempenho do setor, o vice-presidente do Segmento de Bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, afirma que os números estão dentro da expectativa das associadas de produzir 880 mil unidades em 2022. “O ritmo de produção vem em uma curva ascendente. O pequeno recuo que tivemos em março está dentro da normalidade e foi provocado por um desequilíbrio que ainda existe na cadeia de suprimentos”, explica. “É um problema mundial que ainda vai persistir por mais alguns meses, mas acreditamos que em uma intensidade menor”, complementa.

Etapa de furação dos aros de rodas – Foto: André Ramos / MTB Brasília

Para minimizar esse problema, o executivo explica que as associadas elaboraram um plano de ação que envolve toda a cadeia logística para garantir o suprimento das linhas de produção. “Graças a isso, gradativamente estamos atendendo a demanda do mercado”, diz Gazola.

Na avaliação do vice-presidente, a procura por bicicletas deve continuar alta. “A bicicleta é um meio de transporte econômico e com menor custo de manutenção. Há, ainda, o ganho ambiental: é um meio de transporte sustentável, que não polui e só traz vantagens para as pessoas, para a mobilidade e para o planeta”, destaca.

Gazola afirma que o aumento dos combustíveis também pode contribuir para o aumento da demanda, uma vez que as pessoas têm buscado novas formas de mobilidade. O executivo destaca ainda que, desde o início da pandemia do coronavírus, quando a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendou o uso do modal por garantir o distanciamento social e ainda proporcionar o mínimo de atividade física necessária, o mundo todo passa por um “boom” de vendas de bicicletas.

Foto: André Ramos / MTB Brasília

Produção por categoria – Com 112.629 unidades e 61,5% do volume total produzido, a Mountain Bike (MTB), foi a categoria mais produzida no primeiro trimestre. Em segundo lugar, ficou a Urbana / Lazer (52.014 bicicletas e 28,4% da produção), seguida pela Infanto-juvenil (12.582 unidades e 6,9%).

Em termos porcentuais, a categoria que registrou maior crescimento foi a Estrada. Foram fabricadas 3.161 unidades, alta de 31,4% na comparação com os três primeiros meses do ano passado (2.405 bicicletas). Na sequência aparece a Elétrica, com 2.633 unidades produzidas, volume 18,3% maior ao registrado no mesmo período do ano passado (2.225 bicicletas).

Gazola ressalta que a procura pela bicicleta elétrica cresce ano a ano. “A bicicleta elétrica permite que você vá a qualquer lugar com agilidade e conforto. Os brasileiros também seguem uma tendência mundial de optar por produtos em sintonia com o meio ambiente e adotar um estilo de vida mais saudável”, explica.

Gravação a laser do número de série das bicicletas Audax e Houston – Foto: André Ramos / MTB Brasília

Para este ano, a expectativa da Abraciclo é que sejam fabricadas 15 mil unidades de bicicletas elétricas, o que representa um aumento de 45,7% na comparação com 2021 (10.294 mil unidades).

No ranking de produção mensal, as posições do primeiro trimestre foram mantidas: MTB (35.343 unidades e 61,1% do volume total produzido), Urbana/Lazer (13.923 unidades e 24,1%) e Infanto-juvenil (7.574 e 13,1%). Confira os resultados:

Produção de bicicletas no PIM:

  Março 2021 Fevereiro 2022 Março 2022    
Categoria A Participação B Participação C Participação C/A C/B
MTB 39.771 68,8% 38.584 60,6% 35.343 61,1% -11,1% -8,4%
Urbana/Lazer 14.191 24,5% 21.718 34,1% 13.923 24,1% -1,9% -35,9%
Elétrica 422 0,7% 612 1,0% 530 0,9% 25,6% -13,4%
Estrada 1.067 1,8% 898 1,4% 500 0,9% -53,1% 44,3%
Infantil 2.392 4,1% 1.900 3,0% 7.574 13,1% 216,6% 298,6%
Total 57.843 100,0% 63.712 100,0% 57.870 100,0% 0,0% 9,2%

Fonte: Associadas Abraciclo

Exportações – No primeiro trimestre, os embarques de bicicletas para o mercado externo totalizaram 4.122 unidades, aumento de 22,5% na comparação com o mesmo período de 2021 (3.365 bicicletas).

De acordo com levantamento do portal Comex Stat, que apura os embarques totais de cada mês, analisados pela Abraciclo, o Paraguai foi o principal destino, com 3.277 unidades e 79,5% do total exportado. Na sequência, ficaram a Bolívia (480 unidades e 11,6% das exportações) e o Uruguai (220 bicicletas e 5,3%).

Em março, foram exportadas 51 bicicletas, sendo quase que a totalidade das unidades destinadas à Bolívia. O volume foi 97,4% menor ao registrado em fevereiro (1.945 unidades) e 96,8% inferior ao mesmo mês do ano passado (1.582 unidades).

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